REDUÇÃO DO NÚMERO DE JORNALISTAS DESAFIA O FUTURO DA ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO NAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS

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Prof. Dr. Xisto Souza Júnior

Geógrafo e professor de Geografia da UAG/CH

Sem concursos e com equipes reduzidas, assessorias de comunicação enfrentam sobrecarga e necessidade de reinvenção para manter a visibilidade e relevância institucional.

A diminuição de concursos públicos e a extinção de cargos específicos têm imposto um cenário desafiador para as assessorias de comunicação (Ascom) das universidades públicas brasileiras. Com equipes reduzidas e sobrecarregadas, essas estruturas precisam se adaptar para garantir a continuidade da divulgação institucional, a valorização da ciência e o fortalecimento do vínculo com a sociedade.

Na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), a realidade não é diferente. Com um número limitado de jornalistas, a Ascom tem recorrido ao apoio de servidores e colaboradores com formação na área. “Primeiro a gente tem um déficit de jornalistas, porque não há mais concurso” para o cargo. Também não tem nenhum contrato terceirizado para esses profissionais. Aí é complicado”, afirma Marinilson Braga, assessor de comunicação da instituição.

Apesar das limitações, a assessoria mantém seu compromisso com a missão institucional. “A preocupação da Ascom, portanto, é manter o vínculo para o objetivo para o qual ela foi criada, que é dar apoio institucional às atividades institucionais em si, não pessoais”, completa Marinilson. A atuação, pautada pela ética e pelo interesse público, busca preservar a credibilidade da universidade e registrar com responsabilidade sua produção acadêmica, científica e social.

Além disso, o uso das redes sociais e de plataformas digitais tem ampliado o alcance das ações comunicacionais. “A preocupação nossa é de inserir cada vez mais a universidade dentro do cotidiano em que a gente está inserido”, explica Marinilson, ao destacar reportagens com impacto social, como a valorização dos catadores de materiais recicláveis.

O futuro da comunicação nas universidades passa pelo reconhecimento do papel estratégico da informação, pela formação de novos profissionais e pela valorização das estruturas que dão visibilidade ao ensino, à pesquisa e à extensão.

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